Saturday, October 23, 2004

O lince ibérico existe em Portugal e Espanha, e estão estimadas em Espanha apenas qualquer coisa como cerca de 120 a 150 indivíduos com cerca de 23 ou 24 fêmeas reprodutoras.
Parece ser uma espécie diferente do lince euro-asiático.

Em Espanha existe em dois espaços localizados: Doñana, com 3 a 4 fêmeas reprodutoras numa população de cerca de 20 e poucos indivíduos
Andújar, que consiste numa série de coutos de caça e uma reserva, que terá cerca de 120 indivíduos, entre os quais 20 fêmeas reprodutoras.

Enquanto Espanha tem efectivamente alguns linces, numa população em rápido decréscimo, mas em espaços localizados e sem possibilidades de expansão e comunicação entre si, Portugal tem espaços vazios soberbos, mas totalmente despovoados de vida animal, e coutadas onde envenenam todos os predadores, entre os quais o lince.

É neste mar de pequenos abusos que nascem os grandes, e que nasce a possibilidade de se
matarem os últimos linces que existem em Portugal.

Enquanto Espanha fez contratos com os donos das coutadas para sustentação e desenvolvimento do lince, em Portugal nada se fez, que eu saiba

No entanto, dorme-se também bastante em Espanha sobre este assunto: os parques estão descuidados, há barulho, não comunicam entre si, constroem-se estradas … há linces atropelados …

Sobre haver ainda este felino em Portugal as opiniões dividem-se: o ICN acha que não, porque fez um rastreio e não viu nada, e o grupo que estuda o lince na LPN poderá achar que sim.

Eu próprio fui um dia à região de Mértola e ouvi pessoalmente falar, por pessoas locais, de avistamentos do gato cabeção, nome que eles dão ao lince.

Sobre grupos a actuar no terreno, creio que a LPN faz alguma reintrodução de coelhos (principal alimento do lince) em certos locais.

O Projecto Nacional de recuperação deste animal, da autoria do ICN, parece que ainda não está concluído nem foi entregue ao país.

Em 2002 houve uma conferência em Andújar sobre este assunto, que mereceu uma atenção generalizada em Espanha, incluído por parte da rainha.

A Eurodeputada dos Verdes Caroline Lucas também se interessou sobre o assunto.

O Biólogo Urs Breitenmoser, da Suiça, chefiou uma equipa que reintroduziu de uma forma bem sucedida o lince euro-asiático nos Alpes suíços e italianos. Embora se trate provavelmente de uma espécie aparentada poderá trazer conhecimentos biológicos, etológicos e políticos (lobbying etc.) sobre este assunto.

Desenha-se a possibilidade, até 2006, de se abrir uma estrada entre Portugal e Espanha, ligando o Pomarão à Aldeia de El Granado, o que, embora possa ser uma aspiração legítima dessas populações, coloca mais uma vez o habitat do lince em grande perigo e poderá exigir intervenção das organizações que operam no terreno.

Em Portugal é preciso repovoarem-se os espaços naturais de lince ibérico

Deveria fazer-se uma conferência em Portugal sobre este assunto, convocarem-se as pessoas responsáveis e, entretanto, criarem-se todas as condições para a sobrevivência e reprodução deste animal no nosso país




WWF/Adena PIDE A FOMENTO QUE DESESTIME LA AUTOPISTA QUE AMENAZA AL LINCE

Madrid, 22 de septiembre de 2004- WWF/Adena solicita por escrito a la Ministra de Fomento que desestime el actual proyecto de autopista entre Toledo-Ciudad Real y la N-IV, ya que supone un grave peligro para Montes de Toledo y Sierra Morena, dos de las zonas naturales más valiosas de Europa.

WWF/Adena insiste en que los trazados amenazan la supervivencia de especies en peligro como el lince ibérico, el águila imperial o el buitre negro.La Ministra de Fomento ha reafirmado en los últimos meses la intención de su departamento de impulsar el proyecto de autopista entre Toledo-Ciudad Real y la N-IV, por lo que WWF/Adena ha transmitido al ministerio su más firme oposición a este proyecto. Asimismo, y considerando el enorme impacto ecológico de esta infraestructura, WWF/Adena ha solicitado que se desestimen las dos trazados actualmente previstos y que se estudien nuevas alternativas compatibles con la conservación de la naturaleza.

El proyecto de autopista entre Toledo y la N-IV fue impulsado de forma personal por el anterior Ministro de Fomento y representa una enorme amenaza para la conservación de la biodiversidad.

No en vano, supone una agresión contra dos de las áreas más valiosas de Europa (Montes de Toledo y Sierra Morena), además de representar una afección directa a once espacios protegidos, incluidos en la Red Natura 2000. Asimismo, el trazado seleccionado supone una gravísima amenaza para la supervivencia de la población de lince ibérico más importante del mundo, la de las Sierras de Andújar y Cardeña, que quedará irremediablemente aislada.Además, hay que recordar que en la actualidad la mayor causa de mortalidad para esta especie son los atropellos, tal y como se ha comprobado recientemente en Doñana.

De hecho, desde 1998 el 62 por ciento de los linces encontrados muertos han sido atropellados.

Otras especies en peligro, y gravemente afectadas por esta obra, son el lobo ibérico, la cigüeña negra, el águila imperial ibérica o el buitre negro.Por último, cabe recordar el enorme coste económico de la obra prevista (superior a los 1.000 millones de €), cuyo único fin es el de prevenir unos problemas puntuales de retenciones que se producen en la N-IV, a la altura del Puerto de Despeñaperros (Jaén), únicamente ocho días al año.Según Luis Suárez, Responsable de Especies de WWF/Adena,


“Esperamos que el Ministerio reconsidere su postura en relación a este proyecto, que puede significar la extinción de población de lince ibérico más importante de todo el mundo”.Artículo:

Luis Suárez especies@wwf.es




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